"Não sei horas, perdi-me nos dias e de certeza que nao sou caso unico. Porém, terei que admitir que me encontrei em mim, no meu proprio mundo e nos outros.
Olhando para trás e fazendo uma reflexão sobre tudo o que se passou, nao posso estar mais de acordo quando me acho crescida, um pouco mais madura e mais que nunca com os pes bem assentes na terra. Nao tendo ainda chegado ao fim, esta semana em Taize revelou-se uma experiencia ainda mais enriquecedora, permitindo-me olhar para determinadas coisas com olhos de ver, pensando bastante em mim, sem nunca porem me desprender dos outros, esse bem precioso que tenho andado a desprezar.
Balanços finais? Talvez seja prematuro afirmar veemente mas posso garantir que construí um grupo de amigos fantástico, dos verdadeiros, que estão lá para ouvir, para falar e para lamber as feridas por outros la deixadas.
Silencio. Talvez uma das palavras chave de toda esta experiencia, de todo este rol de acontecimentos que, desde bons a maus, marcaram todo um conjunto de emoçoes dificeis de esconder. É aqui que nos encontramos em nós, que delimitamos o nosso proprio ser, percebendo o que será realmente importante. Silâncio marcadamente ensurdecedor. Onde os pensamentos fluem, a cabeça nao pára e por onde, finalmente alcanças alguma paz.
Cumplicidade. Outra palavra, outro conceito, outra ideia que por aqui se vive e, mais importante, se constroi com as pessoas à nossa volta.
Novatos por estes lados, tivemos sempre alguem do nosso lado que soube apoiar, aparecer quando preciso, que souveram estar e, o mais delicioso de tudo, souberam de alguma forma dar-se, embebedar-nos do espirito de Taize.
Por entre condiçoes de vida nada comparadas com os pequenos luxos que por aqui temos, a força nunca saiu deste grupo, aproximando-nos sim ainda mais. Agora que estás tao ausente mas ao mesmo tempo tao presente em nos, sinto espirito de uniao, como se fossemos uma equipa que luta no mesmo sentido. No fundo é o que todos nos criamos aqui dentro e nada mais me faz orgulhar tanto de vos pertencer, do meu papel activo.
É simplesmente fascinante como num espaço tao relativamente curto de tempo podemos criar coisas tao intensas e ao mesmo tempo tao fugazes. Nao quero fazer disto um roteiro turístico nem algo que faça por carolice.
Se me perguntarem pelo encontro da fé, confesso que ainda nao o vi concretizado. Aliado a isso, vejo somente um ritmo de vida cristã alterado, "alternativo" com o qualnao estamos habituados a lidar e nem nunca estaremos dada a (pouca) abertura de espirito aqui vivida. Taize é unico; encontramos todo o tipo de pessoas, com o mesmo objectivo. Nao ha competiçao, ha respeito e simplicidade. Faltava-me este espaço para me encontrar, este cantinho que em apenas uma semana me "modelou",me fez perceber que temos que nos sacrificar por algo embora a simplicidade das coisas as descomplexifique. Somos seres perdidos em busca de felicidade, essa interminavel jornada... Sinto que a encontrei; apesar de todas as atrocidades que cometi (que me magoam, acreditem ou nao...) tive que tomar decisoes importantes para mim... Vou arriscar, vou pensar em mim, vou lutar. Só me desilude o modo como o fiz, como deixei as coisas chegar a certo ponto. Mas não baixo os braços. Vou continuar a perseguir-me e vou ter força para ultrapassar o que aí vem. Nao desisto.
Aprendi uma duzia de coisas e dar valor ao simples foi uma delas. Viver em comunidade, ainda pa mais com cerca de 3200 pessoas, ensina-nos umas liçoezitas e so tenho pena do "pouco" tempo que por lá ficámos.
Uma experiência a repetir, sem qualquer tipo de duvida.
Olhando para trás e fazendo uma reflexão sobre tudo o que se passou, nao posso estar mais de acordo quando me acho crescida, um pouco mais madura e mais que nunca com os pes bem assentes na terra. Nao tendo ainda chegado ao fim, esta semana em Taize revelou-se uma experiencia ainda mais enriquecedora, permitindo-me olhar para determinadas coisas com olhos de ver, pensando bastante em mim, sem nunca porem me desprender dos outros, esse bem precioso que tenho andado a desprezar.
Balanços finais? Talvez seja prematuro afirmar veemente mas posso garantir que construí um grupo de amigos fantástico, dos verdadeiros, que estão lá para ouvir, para falar e para lamber as feridas por outros la deixadas.
Silencio. Talvez uma das palavras chave de toda esta experiencia, de todo este rol de acontecimentos que, desde bons a maus, marcaram todo um conjunto de emoçoes dificeis de esconder. É aqui que nos encontramos em nós, que delimitamos o nosso proprio ser, percebendo o que será realmente importante. Silâncio marcadamente ensurdecedor. Onde os pensamentos fluem, a cabeça nao pára e por onde, finalmente alcanças alguma paz.
Cumplicidade. Outra palavra, outro conceito, outra ideia que por aqui se vive e, mais importante, se constroi com as pessoas à nossa volta.
Novatos por estes lados, tivemos sempre alguem do nosso lado que soube apoiar, aparecer quando preciso, que souveram estar e, o mais delicioso de tudo, souberam de alguma forma dar-se, embebedar-nos do espirito de Taize.
Por entre condiçoes de vida nada comparadas com os pequenos luxos que por aqui temos, a força nunca saiu deste grupo, aproximando-nos sim ainda mais. Agora que estás tao ausente mas ao mesmo tempo tao presente em nos, sinto espirito de uniao, como se fossemos uma equipa que luta no mesmo sentido. No fundo é o que todos nos criamos aqui dentro e nada mais me faz orgulhar tanto de vos pertencer, do meu papel activo.
É simplesmente fascinante como num espaço tao relativamente curto de tempo podemos criar coisas tao intensas e ao mesmo tempo tao fugazes. Nao quero fazer disto um roteiro turístico nem algo que faça por carolice.
Se me perguntarem pelo encontro da fé, confesso que ainda nao o vi concretizado. Aliado a isso, vejo somente um ritmo de vida cristã alterado, "alternativo" com o qualnao estamos habituados a lidar e nem nunca estaremos dada a (pouca) abertura de espirito aqui vivida. Taize é unico; encontramos todo o tipo de pessoas, com o mesmo objectivo. Nao ha competiçao, ha respeito e simplicidade. Faltava-me este espaço para me encontrar, este cantinho que em apenas uma semana me "modelou",me fez perceber que temos que nos sacrificar por algo embora a simplicidade das coisas as descomplexifique. Somos seres perdidos em busca de felicidade, essa interminavel jornada... Sinto que a encontrei; apesar de todas as atrocidades que cometi (que me magoam, acreditem ou nao...) tive que tomar decisoes importantes para mim... Vou arriscar, vou pensar em mim, vou lutar. Só me desilude o modo como o fiz, como deixei as coisas chegar a certo ponto. Mas não baixo os braços. Vou continuar a perseguir-me e vou ter força para ultrapassar o que aí vem. Nao desisto.
Aprendi uma duzia de coisas e dar valor ao simples foi uma delas. Viver em comunidade, ainda pa mais com cerca de 3200 pessoas, ensina-nos umas liçoezitas e so tenho pena do "pouco" tempo que por lá ficámos.
Uma experiência a repetir, sem qualquer tipo de duvida.
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Palavras escritas numa das nossas reflexões, numa das noites que se revelou emocionante. De tao simples que a religiao ali se torna, as emoçoes tornam-se um pouco complicadas de digerir, de controlar e muitas das vezes a lagrima é inevitavel. Mas todos nos sabemos que sao lagrimas de felicidade, de termos a oportunidade de passarmos por momentos unicos, interiores ou nao, que Taize nos proporciona. Desde aos amigos contruidos, à viagem espectacular, as conversas, as oraçoes, o silencio, a cumplicidade... Só tenho a agradecer pela pessoa que fui capaz de mostrar, pelo que fui capaz de construir e pelo que juntos construiremos porque este nucleo duro que criámos nao poderá quebrar.
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Quanto a Paris... Nao há simplesmente palavras para descrever a imensidão de coisas magnificas e imponentes. Arco do Triunfo, Torre Eiffel, Louvre, Campos Eliseos, Sacré Coeur, Notre Dame, o Sena.. Fantástico! A repetir!
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Quanto a Paris... Nao há simplesmente palavras para descrever a imensidão de coisas magnificas e imponentes. Arco do Triunfo, Torre Eiffel, Louvre, Campos Eliseos, Sacré Coeur, Notre Dame, o Sena.. Fantástico! A repetir!

