Hoje, 22 de Fevereiro é dia de Baden Powell, comemorando-se 151 anos do seu nascimento.

Qualquer leigo me perguntaria "mas para que raio quero eu saber da data de nascimento deste senhor?"
Um leitor mais atento reparará que este senhor de face ja algo gasta pelo tempo, ostenta no seu peito um lenço, bem semelhante aquele que os escuteiros usam, esses que são utilizados em campanhas publicitárias de uma marca ainda mais otária que as personagens que criou para os seus spots televisivos.
Ora, Baden Powell foi nada mais nada menos que o proprio fundados de escutismo, nos inicios do século XX, após ter deixado o seu cargo de tenente-general no Exército Britânico. Escreveu "Escutismo para rapazes", em 6 fascículos semanais, surgindo de um outro livro escrito desta feita dedicado à vida no Exército. Este novo manual, contendo amplos conselhos aos jovens que a este movimento se dedicassem, não deixaria adivinhar o sucesso que provocaria junto da juventude a nível mundial. Foi em 1907 que se organiza pela primeira vez um acampamento com cerca de 20 rapazes, na ilha de Brownsea, aplicando os conhecimentos adquiridos junto das tribos com quem conviveu na África do Sul e na Índia. Os seus ideais seguiriam num caminho de orientação, da formação de compentências socio-culturais, desdenhando da preparação dos jovens com vista a guerra, como até entao se tinha vindo a assistir, assumindo a sua preferência na educação destes no sentido da promoção da cidadania, do serviço ao próximo, do desenvolvimento do seu proprio carácter.
Assim nasce um movimento que comemorou há bem pouco tempo o seu centenário, contando com milhares de jovens que vivem ainda sob os ideais que outrora BP promoveu. Embora um pouco subestimada pela sociedade, ou por algumas das facções desta, o movimento escutista representa uma forma de vida diferente, que prima não só pela fé mas também pelo desenvolvimento pessoal, de modelos de companheirismo, espírito de equipa, de inter-ajuda, de amizade.
Foi em 2004 que entrei para este movimento; com algumas expectativas, toda a experiência se resume a meia dúzia de palavras que se traduzem numa tao grande panóplia de sentimentos: o espírio empreendedor, a aventura, as desavenças, as chaticesas equipas, o grito de equipas (Equipa Chacal alerta!!!? Alerta está!), as reuniões semanais, a equipa de chefia liderada pelo "Chefão Balú" e a "Chefinha Sónia", os desafios, as barreiras rotineiramente impostas por uma chefia de agrupamento muito pouco ciente;
Pelas noites sem dormir, pelo frio que se apoderava do meu corpo nos acampamentos de inverno, pelas grandes churrascadas, os chouriços no fim da noite cozidos (ou whatever) em vinho, pelas caminhadas, pelo grande acampamento regional Jamboree, pela descida do rio numa jangada que aparentemente permanecia imóvel.. Por tudo e mais alguma coisa, posso concluir que foi uma experiência que deu os seus frutos, que no fundo foi bom enquanto durou.
A maior disponibilidade que este movimento exigia, bem como todo um rol de competências para as quais não fui talhada (dir-me-á alguem, será que fui eu talhada palguma coisa?), talvez a paciência, foram factores decisivos para a minha decisão de abandonar aquele grupo, outrora coeso.
Contudo, ficaram cá momentos que jamais daqui saem... Talvez este sentimento faça parte de todo um conjunto de ensinamentos que nos tentaram transmitir da melhor forma que lhes era possivel, tendo aprendido quem quisesse e desaprendido quem assim o desejasse.
A todos, um muito obrigada por terem feito parte de 2 significativos anos da minha vida, que, de uma forma ou de outra, ainda tem marcadas estas experiências.


Qualquer leigo me perguntaria "mas para que raio quero eu saber da data de nascimento deste senhor?"
Um leitor mais atento reparará que este senhor de face ja algo gasta pelo tempo, ostenta no seu peito um lenço, bem semelhante aquele que os escuteiros usam, esses que são utilizados em campanhas publicitárias de uma marca ainda mais otária que as personagens que criou para os seus spots televisivos.
Ora, Baden Powell foi nada mais nada menos que o proprio fundados de escutismo, nos inicios do século XX, após ter deixado o seu cargo de tenente-general no Exército Britânico. Escreveu "Escutismo para rapazes", em 6 fascículos semanais, surgindo de um outro livro escrito desta feita dedicado à vida no Exército. Este novo manual, contendo amplos conselhos aos jovens que a este movimento se dedicassem, não deixaria adivinhar o sucesso que provocaria junto da juventude a nível mundial. Foi em 1907 que se organiza pela primeira vez um acampamento com cerca de 20 rapazes, na ilha de Brownsea, aplicando os conhecimentos adquiridos junto das tribos com quem conviveu na África do Sul e na Índia. Os seus ideais seguiriam num caminho de orientação, da formação de compentências socio-culturais, desdenhando da preparação dos jovens com vista a guerra, como até entao se tinha vindo a assistir, assumindo a sua preferência na educação destes no sentido da promoção da cidadania, do serviço ao próximo, do desenvolvimento do seu proprio carácter.
Assim nasce um movimento que comemorou há bem pouco tempo o seu centenário, contando com milhares de jovens que vivem ainda sob os ideais que outrora BP promoveu. Embora um pouco subestimada pela sociedade, ou por algumas das facções desta, o movimento escutista representa uma forma de vida diferente, que prima não só pela fé mas também pelo desenvolvimento pessoal, de modelos de companheirismo, espírito de equipa, de inter-ajuda, de amizade.
Foi em 2004 que entrei para este movimento; com algumas expectativas, toda a experiência se resume a meia dúzia de palavras que se traduzem numa tao grande panóplia de sentimentos: o espírio empreendedor, a aventura, as desavenças, as chaticesas equipas, o grito de equipas (Equipa Chacal alerta!!!? Alerta está!), as reuniões semanais, a equipa de chefia liderada pelo "Chefão Balú" e a "Chefinha Sónia", os desafios, as barreiras rotineiramente impostas por uma chefia de agrupamento muito pouco ciente;
Pelas noites sem dormir, pelo frio que se apoderava do meu corpo nos acampamentos de inverno, pelas grandes churrascadas, os chouriços no fim da noite cozidos (ou whatever) em vinho, pelas caminhadas, pelo grande acampamento regional Jamboree, pela descida do rio numa jangada que aparentemente permanecia imóvel.. Por tudo e mais alguma coisa, posso concluir que foi uma experiência que deu os seus frutos, que no fundo foi bom enquanto durou.
A maior disponibilidade que este movimento exigia, bem como todo um rol de competências para as quais não fui talhada (dir-me-á alguem, será que fui eu talhada palguma coisa?), talvez a paciência, foram factores decisivos para a minha decisão de abandonar aquele grupo, outrora coeso.
Contudo, ficaram cá momentos que jamais daqui saem... Talvez este sentimento faça parte de todo um conjunto de ensinamentos que nos tentaram transmitir da melhor forma que lhes era possivel, tendo aprendido quem quisesse e desaprendido quem assim o desejasse.
A todos, um muito obrigada por terem feito parte de 2 significativos anos da minha vida, que, de uma forma ou de outra, ainda tem marcadas estas experiências.

Procurai deixar este mundo um pouco melhor do que o encontrastes e, quando chegar a hora de morrerdes, podeis morrer felizes sentindo que pelo menos não desperdiçastes o tempo e que procurastes fazer o melhor possível. Deste modo estai "Bem Preparados" para viverdes felizes e para morrerdes felizes - mantende-vos sempre fiéis à vossa Promessa Escutista - mesmo quando já tenhais deixado de ser jovens - e Deus vos ajude a todos a procederem assim.
O vosso amigo, Baden Powell

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