segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Estava mesmo a precisar...

Hoje o dia começou bem cedo; ainda nao eram 9h e já estava numa daquelas tentativas pacíficas de calar o despertador. Tinha a perfeita noçao que não bastava calá-lo e virar-me para o outro lado; já não servia a desculpa "só mais um bocadinho.. se nao estudar agora, estudo logo até mais tarde", por muito que me soubesse tão bem aquela ronha no aconchego dos lençois de flanela.
A verdade é que me apronto mais rápido que a velocidade da luz. Como qualquer coisa rapido a caminho da faculdade, ainda a conduzir. Tomo coragem e deixo o carro mesmo à beirinha da antiga secundária, aquele edifíciozinho branco que ali continua a receber os mesmos asnos de há uns anos.
Tenho pla frente o caminho quase tortuoso para a faculdade, por entre escadas que quebram costas e ladeiras de lembrar que um pouco mais de exercício nao fazia mal nenhum. Por entre o trilho serpenteado das ruelas frias da baixa ainda ecoam músicas, pensava eu que unicamente alusivas à epoca natalícia; eis senão quando ouço a versão da que todos conhecemos e trauteamos da "...Coimbra dos Amores..." num estilo muito à bossa nova. Que notas tão tradicionais e ao mesmo tempo que toque sublime, com perfume brasileiro que lembra a caipirinha, as redes e as aguas de côco de um país que nunca visitei.

A faculdade espera-me para um desafiante exame; o reencontro com aquela que é quase a nossa segunda família foi óptimo e nunca pensei poder acordar com tanta vontade de ir até lá num dia de exame; estar com aquelas pessoas que com tanta pena nos vão "deixar"... Juro, não são balelas nem coisas ditas só porque sim, só porque fica bem, só por ser politicamente correcta. Sinto que apesar de tudo, este é um grupo unido. Cada um com a sua maneira de os criar, mas há laços evidentes.
Depois de cerca de 40 questões de escolha múltipla, sinto que a missao não ficou ainda cumprida, ficando ansiosamente à espera da nota que rezo que seja satisfatória. (Obrigada Sofia!!)

Reencontros depois, segue-se o almoço; retemperador de energias, faz lembrar que há promessas de viagens a perder de vista que urge serem cumpridas, missões e projectos que decididamente estão no leque de prioridades de carreira. Porque a vida não são só cursos e pronto ja está, vai lá à tua vidinha.

Ao final da tarde, o frio faz-se sentir na cara e nao houve nada melhor, ali e naquele momento, que passar a ponte de Sta Clara, de phones nos ouvidos, com os passos ao ritmo da música, algo que me fez sorrir e absorver cada traço, cada cor, cada luz, por cada poro.


Breathe - Telepopmusic


Estava mesmo a precisar, de um dia assim.

5 comentários:

João de Almeida disse...

Já gostas de apanhar com frio na cara?

Esse último parágrafo é-me mesmo muito familiar. Muito mesmo!

MRM disse...

com a diferença que tu fazes percursos maiores de encontro à moisés!

João de Almeida disse...

Qual quê! São peregrinações!

Anónimo disse...

uau... q poético!

MRM disse...

sendo irónico ou nao, obrigada na mesma ;)